As Maravilhas de uma Ilha Encantada

Abril. Quinta-feira santa, numa embarcação rudimentar, às 14h sob o sol causticante, seguimos rios e lagos adentro. Éramos 9 tripulantes rumo ao belo Formoso. Uma inesperada tempestade ameaçou a nossa rota forçando-nos a ancorar num simples povoado chamado de Castelinho, belo arvoredo de um lado a outro de um riacho de águas límpidas que fascinou a todos nós, tais belezas encafurnadas num paraíso campesino. E, mesmo ainda longevos do nosso destino, já sentíamos grande expectativa e uma vontade irresistível de conhecermos as maravilhas da Ilha encantada.
E assim, numa casinha humilde, adentramos e fomos muito bem recepcionados. Dr. Hélio Leite sugeriu um café. E, enquanto esperávamos, olhávamos um bule de ferro sobre o jirau obviamente muito antigo. Tomamos então o saboroso café sob boas conversas com os moradores da casa e partimos levando uma garrafa térmica emprestada para devolvermos não volta.O Dr. Gilmar Santos e Ivaldo Bergê não quiseram nada preferindo contemplarem a imensidão dos lagos formosos que até pareciam fazer sérias reflexões. Mas o tempo fora passando e, cerca de 12h navegando em meio a tantas dificuldades, ainda tinhamos quase 1km para passarmos sobre milhares de Mururus que obstruiram a nossa passagem. É muito dificil ir ao Formoso. É necessário muita coragem e paciência , pois , os perigos são constantes em torno da viagem.
Exatamente às 2h da madrugada chegamos no santuário natural.
Era noite adentro, lua escondida, ruídos noturnos exóticos, sexta-feira santa, a ilha encantada estava adormecida, não parecia mover-se nessa hora pela impulsão de forças invisiveis ou de um monstro que, segundo a crença dos moradores, tem amplo domínio sobre os movimentos da ilha.Tivemos que dormir no interior da lanchinha. E logo que amanheceu foi um dia de luz, pedimos emprestado um casco movido a motor do seu Antoninho por meio do ambientalista Galdino Arouche e do seu cunhado João Valentim ,ambos moradores do pequeno povoado Caititu.
Ai, então, navegamos pelas águas lendárias e azuladas do imenso lago formoso.E depois de alguns minutos, lá vinha a Ilha formosa, qual uma princesa dotada de encanto a apaixonar a todos. Parecia um presente de Deus aproximando-se cada vez mais de nós. Sentimos então uma emoção muito forte e ao mesmo tempo encantamento. A locomoção da Ilha, tão imensa, tão meiga, é imprevisível e dava-nos a impressão de que o mundo resumia-se ali, senti a presença de Deus. Não pensávamos mais em nada repletos de tanta admiração desse santuário ecológico santificado em terras penalvenses. A Ilha flutuava exuberante, orgulhosa, como se estivesse exibindo a sua própria formosura. E pode ancorar no porto ou na estreita entrada de acesso, impossibilitando a saida ou chegada ao Formoso. É muito forte e pesada a locomoção da Ilha. E quando uma ilha coincide encosta uma na outra quebra árvores, as embarcações tem que sair em tempo rápido desse encontro, senão naufraga tragicante. Ficamos perplexos com árvores gigantescas no interior da Ilha, como buritizeiros, juçareiras, imbaúbeiras, etc. A lha encantada como é chamada, guarda seus mistérios. Os moradores da região, oferecem rituais, fazem oferendas”e quem tentar desvendar os mistérios da Ilha pode ficar louco” disse com o senho amedrontado um antigo morador.
Portanto, com mistério ou não, a llha dentre as belezas naturais do Brasil ou do mundo, teria seu lugar destacado, se não tivesse sido esquecida e depredada pelo insensatez do Homo sapiens.
Em “O Imparcial” , 11 de junho de 1992, p.6.
Por James Cunha.





A vereadora Luana Alves de Morais , presidente da Câmara de vereadores e da Colônia de Pescadores Z-23, vem dando total apoio à nossa cultura, fez solicitação ao executivo municipal, por meio do Projeto de Lei 015/ 2026, o qual foi aprovado por unanimidade no Plenário João Fonseca em Sessão realizada no dia 28.05.2026, que busca reconhecer oficialmente a importância histórica e cultural da tradicional festa da Ascenção, no contexto religioso e turístico, instituindo-a como feriado municipal e integrando-a ao calendário oficial de eventos do município, preservando uma tradição que faz parte da memória, da identidade e do patrimônio cultural de Penalva.
E, com essa aprovação e da sanção do Pode Executivo, ora, o atual gestor Henrique Guerra vem realizado grandes eventos em Penalva de relevante notoriedade , tudo que tem feito é com muita organização, a festa da Ascensão poderá ser festejada em grande estilo em maio de 2027.
Em 1955, o bom velhinho Cavour Maciel ganha a eleição de 3 de outubro vencendo Tomás de Aquino Mendes. O vice-prefeito eleito foi Walberth Edson Muniz, conhecido como Betinho.
O objetivo desta edição não se limita a uma biografia de .cada ex-presidente da Câmara Municipal de Penalva, mas resgatar as fotos e anos de cada legislatura para manter viva a historicidade do Parlamento Penalvense. Entretanto, a história da Câmara de Penalva- MA, na Baixada Maranhense, aconteceu em 20 de novembro de 1892, foram eleitos os membros da primeira Câmara da Vila de Penalva, oficialmente instalada no dia 10 de dezembro desse mesmo ano. E Joaquim Mariano da Gama Marques foi o primeiro a ocupar o posto de presidente. Os outros membros: Capitão Pompeu Marques ( irmão de Joaquim Marques e José da Serra Marques), Francisco Ayres, Gentil de Carvalho Silva e Militão Barros. Todavia, muitos documentos da Câmara foram perdidos. Até a foto do membro da primeira Câmara, como o do Capitão Pompeu Marques sumiu, ainda o vi no prédio da Câmara em anos anteriores e também de outros parlamentares. A ditadura de Getúlio Dorneles Vargas foi de 1937 a 1945.Porém, a partir de 1948, após a redemocratização do país, o primeiro presidente da Câmara, foi Francisco Cunha, tendo assumido a prefeitura em virtude da morte de Estevam Travassos em 1949 em pleno mandato e o seu vice ter renunciado abrindo a vacância para Francisco Cunha assumir.
















15°.- JOÃO AMADO NUNES FONSECA.

















Em meio às dores e limitações impostas pela pandemia, ele jamais recuou. Pelo contrário, mostrou-se um verdadeiro homem de fé, firme na confiança em Deus e profundamente comprometido com sua missão pastoral. Com simplicidade no agir e grandeza no coração, conduziu nossa comunidade com serenidade, firmeza e presença constante, mesmo quando tudo parecia difícil.
Seu testemunho foi além das palavras Padre simples, desapegado, abriu mão em diversos momentos do que lhe era de direito, colocando sempre a Igreja em primeiro lugar. Renunciou a confortos, fez economias, cuidou com zelo de cada recurso, mostrando, com atitudes concretas, o verdadeiro sentido do serviço e da doação. Sua vida tornou-se um exemplo claro de que servir a Deus é, acima de tudo, amar e cuidar do povo que nos é confiado.
Hoje, sentimos a alegria misturada à saudade. Alegria por vermos reconhecida sua fidelidade e entrega; saudade por nos despedirmos de um pastor que marcou profundamente nossa história. Levamos conosco seus ensinamentos, seu exemplo e a certeza de que sua passagem por nossa paróquia deixou frutos que permanecerão.


Joseila Parma e Silva Balby, nasceu no dia O4/11/1937 em Penalva, na Baixada Maranhense e faleceu em 29/05/2019, filha de José Mariano Parma Silva (Nhozinho Parma) e Antônia Azevedo Silva. Foi criada com muito esmero sabendo respeitar os mais velhos e aos seus contemporâneos. As primeiras letras aprendeu em sua terra natal, pois, foi estudante do Instituto São José de Penalva, fundado em 1956 pelo padre João Batista Costa e suas irmãs Maria da Conceição Costa Campos e Teolinda Costa. Os padres que vinham para Penalva hospedavam-se na casa de Nhozinho Parma, era um homem bondoso, as professoras que vinham de São Luís para lecionar no J.J.Marques, costumavam lanchar no recreio nessa casa, como a professora Maria Rita e outras. A minha mãe Maria Lúcia na infância morou uns anos na casa dos pais de Joseila, primas legitimas e sempre foram muito unidas. Era uma casa grande, localizada no local onde hoje é a casa que pertenceu a finado Walter Sá.Quando eu era criança, estudei no “Grupo Escola Dr.J.J.Marques,” e sempre que podia ia por lá chegando até ao quintal para comer carambola.
Mas o tempo passou até que ela teve que partir para São Luís para dar continuidade aos seus estudos. Foi quando então tornou-se estudante interna do Colégio Rosa Castro, sob muita austeridade. Depois estudou no Liceu. E quando veio para Penalva com 2O anos de idade já normalista, foi contratada pelo Estado para ser Diretora e professora do CEFEM – foi durante 3O anos.Já no CEMA por 15 anos, com formação em Gestão Escolar, mas antes muito desse tempo ela fora efetivada no quadro de professores do Estado, dada a sua desenvoltura e o seu vasto conhecimento didático, já que nesse tempo não tinha concurso público, somente a partir da Constituição de 1988 que essa modalidade tornou-se obrigatória para poder ingressar no serviço público. Casou-se com o músico saxofonista profissional Renato Balby, pois tocava com partitura, com o qual teve dois filhos, Fábio e Maisa,cujos nomes rensultou numa aglutinação formando o nome da banda FAMA comandada pelo tecladista Fábio Balby. A professora Joseila ia além da sala de aula, tinha um espírito jovem. Em datas comemorativas, sempre promovia algo que retratasse a sua importância, como no dia das mães, ensinava que deveríamos ser obedientes, até lembrei-me que me ensinou a declamar em sala de aula ” Meus Oito Anos” de Casemiro de Abreu. Era perfeccionista, se preocupava com bons resultados de seu trabalho como educadora. Data como 7 de setembro era muito envolvida de patriotismo, cujo desfile fazia gosto a gente participar de tanta organização. Ela criou a dança portuguesa ” Charme de Portugal, com seus alunos e alunas, com uma indumentária de rico valor cultural aos moldes de Portugal e até as músicas enchiam de entusiasmo aos presentes nas apresentações seja movimentando o corpo ou meneado a cabeça num sinal que estava muito envolvente e bela a dança sob aplausos do público. Essa foi apenas uma síntese da mulher honesta, versátil, esposa e mãe exemplar que foi Joseíla. Deixou um grande legado ao setor educacional do município de Penalva e aos professores e alunos da atualidade.
O Centro de Convenções de Penalva está concluído, como também, a nova estrutura muito bonita da “Escola Criança Feliz” que passa pelos seus últimos retoques, obras construídas na administração do Prefeito Municipal Luiz Henrique Alves Guerra. Com o slogan “Mais Trabalho, mais Conquistas,” com apenas um ano e um mês e meio de sua administração, Penalva já avançou consideravelmente em todos os setores da administração pública. E o atual gestor já desfruta de uma excelente popularidade em Penalva e até mesmo em cidades vizinhas.A cidade virou um canteiro de obras.O nome desse auditório do “Centro de Convenções,” sugere de alguém que tenha deixando algum legado notável que tenha contribuído de alguma forma em algum setor da sociedade de expressão que faça jus ao nome que será chamado.Vamos citar alguns nomes que poderiam dentre eles ser escolhido um para prestar uma justa homenagem ou, então, o nome de uma outra personalidade não citada aqui neste blog que tenha sido relevante para Penalva.Nas próximas oportunidades o prefeito Guerra com a sensibilidade que lhe é peculiar, fará inauguraçães homenageando penalvenses que fizeram parte da nossa história na construção de uma ” Penalva do progresso e da cultura” parafraseando o hino da nossa cidade.



